amor

Habitat

Erin Elizabeth
Erin Elizabeth

Toda vez que te encontro sinto como se eu tivesse passado pela primeira vez pelo caminho que me leva para uma nova morada. Eu já sei o endereço – pois é minha residência. Nome de rua, número e CEP, na ponta da língua. Mas é caminho novo, recente, então sigo observando as referência de cada esquina. Atenta. Mapeando o caminho da minha nova casa. Até chegar à porta de entrada. Tenho a chave que abre. Tenho a permissão para adentrar – afinal, a casa é minha. Mas tremo. Porque é um espaço novo. Ao qual estou me habituando. No qual estou aprendendo a viver. E, em êxtase, empurro a chave no trinco. Giro e cada destravada é um prazer que não sei dar nome. Adentrar a nova morada e saber que é espaço meu me faz arfar em calmaria. O conforto de estar em casa faz valer a pena cada atenção desprendida ao longo do caminho. Por isso, casa nova, abraço antigo, pessoa que serve de morada, sempre é um encontro único, de residência e residente. Ter a chave é vencer o frio na barriga por viver um amor que me habita. Que é habitat. Que me faz habitante.

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