amor · carnaval · romance · tristeza

Amor de carnaval

Vânia-Mignone_03_oeste-leste
Vânia Mignone

Pintei meu rosto com as cores do teu gosto. Sinalizei meu olhar com purpurina para te encantar. Sai com a alegria mais sincera que eu possuía. De bloco em bloco, cantando tuas músicas preferidas. Registrei todo meu percurso, joguei no mundo virtual, só a espera de te encontrar no real. Mas o samba acabou, o pagode passou, o axé deixou de retumbar. Nem todo álcool sustentou meu arfar. As dores no corpo – já não tão novo como nos primeiros carnavais – se espalharam até o calcanhar. Mas a pior dor foi por aqui não te encontrar. Nem contigo dançar. Ou na tua boca mergulhar. E esse foi o primeiro carnaval sem ti. O que devo fazer? Esperar até o próximo fevereiro para te ver? Não dá para saber. Mas penso que sim. Já que é de carnaval em carnaval que esse amor se faz. Sigo te amando. Enquanto durarem as cores na avenida. Enquanto no meu rosto brilharem as purpurinas.

Sinto que vou esperar. Já que amor de carnaval tem disso de ser alegre e esperançoso. Ainda que o resto do ano seja incerto e desastroso. Sigo o passo, o ritmo, até te rever.

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