amor · sociedade

Como água

paulo d campos
Ilustração de Paulo D. Campos

Você era como uma hidrelétrica. Imponência misteriosa. Parecia carregar dentro de si uma profundidade repleta de águas vividas. Para quem é acostumado a conhecer córregos e observar rios passageiros, você foi alguém inalcançável e impenetrável. Mas criei coragem. Muita coragem. Fui até você, troquei as primeiras palavras e mantive firme o olhar de quem quer em ti mergulhar. E você abriu as comportas do seu ser. Deixou-se fluir como outro rio qualquer, que no início parece volumoso, mas tem momentos de inconstância e, no final, deságua no mesmo oceano de seres humanos. Todos similares entre si. Em substância. Como água.

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