amor · passado · realidade · romance · rotina

Sem vida

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Marina Esmeraldo

Acordou ao lado de mais uma estranha. A luz do celular despertou uma dor de cabeça que provavelmente o acompanharia pelo resto do dia. Saiu daquela cama desconfortável. Pensou no trabalho atrasado. Saiu com a boca impregnada pelo álcool da noite passada. Invadiu o trânsito da cidade que já fervia. Retornou àquele ambiente que chamaria de casa, se não fossem todas as lembranças que ainda transmitia. Memórias de uma vida que achava perfeita demais para ter sido vivida por ele. Mas que se findou e o deixou órfão no mundo. Deixou-o ser mais um homem a repetir suas tarefas dia após dia. Mais um humano que fugia das lembranças. Que corria para os braços de experiências desconhecidas. Só para preencher o vazio que ficara. O vazio que pesava sua existência no presente. De um passado que tinha nome de mulher. Uma mulher que não sabia onde estava mais. Que vive em outra conexão. Ou que nem vive mais. Como ele, que apenas segue sem vida.

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