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Diário de Aprendiz #01

Compartilhar faz parte da minha essência. Quem me conhece pessoalmente sabe que sou muito transparente. O que sinto escapa pelos gestos, pelos traços do rosto, pelo jeito de se comportar. Então, compartilhar o que sinto é natural e acontece sem eu nem ter intenção. Mas esses relatos pessoais que começo hoje a compartilhar com vocês vem cheios das melhores intenções. A partir de hoje, compartilho meu aprendizado artístico semanalmente com vocês. E espero que gostem!

Ano novo traz certa “magia” para as pessoas. Esse 2018, especialmente, veio cheio de impulso para mim. Impulso para fazer o que me faz feliz e aprender o que me atrai. Eu sinto que não posso mais negar que não sou feita para algumas coisas e feita para outras. Cada pessoa tem suas aptidões, conexões, inspirações. Arte é uma das conexões fortes em mim. Apesar de sempre sentir isso, nunca me esforcei plenamente nesse sentido. “Não dá para viver de arte nesse país”, “como vou pagar meus boletos com isso?” são algumas das frases que sempre disse para mim e para os outros. A realidade para os artistas continua dura, nada mudou. Continuo não pagando nada com o que faço. É difícil fazer arte ser consumida. Ainda mais quando essa arte é a escrita. Mas não quero aqui debater meus dilemas sobre isso. Acontece que realmente insistindo nesses pontos de vista, eu não vou conseguir mudar essa realidade. Nem para mim e nem para os outros. Falo isso tudo para contextualizar sobre como eu era e como estou me esforçando em ser, para mudar minha forma de me ver, pelo menos. Daí o porquê de eu ter feito essa “resolução de ano novo”: me conectar mais com o que gosto.

E para começar a realizar esse impulso, fui em oficinas gratuitas que o Sesc de São Paulo ofereceu na segunda semana de janeiro: aquarelas, desenho e pintura com lápis de cor. Gostei tanto, especialmente da aquarela, que logo me inscrevi em 2 cursos que vão até final de fevereiro. A primeira foto acima (lado esquerdo), tirei durante a oficina de experimentação de aquarela como experiência poética (inspirada nas obras de Paul Klee, essa foi minha primeira aquarela!). A segunda foto embaixo e a do lado direito (resultado final): foram tiradas na segunda oficina de aquarela que fui. Ambas práticas foram feitas sobre a orientação da artista Renata Cruz.

Sobre a segunda foto, a ideia era aquarelar um objeto que, em primeira vista, fosse insignificante e acrescentar uma frase tirada de livros literários que levamos para a aula. Escolhi aquarelar o pincel da professora. Peguei o primeiro livro que estava por perto e abri em uma página aleatória. “Quero escrever movimento puro” foi a frase que saltou ao olhar. Autoria da incrível Clarice Lispector. A união entre o objeto e a frase foi perfeita, apesar de não programada. Para quem tem a escrita como arte, estar diante dessa frase e dessa nova experiência artística foi mais um impulso que o universo estava me dando. Isso me emocionou profundamente! Se pudesse transmitir essa emoção, o faria para vocês. Mas o que me resta é transmitir essa memória e pensamentos.

Não costumo escrever tanto assim, isso não irá se repetir – ao menos não estou planejando isso – mas como é a primeira publicação do “diário de aprendiz”, achei que seria bom começar assim. Pra quem chegou até o final desse relato, desejo que você se inspire a fazer o que realmente gosta e possa ser plenamente feliz!

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