cotidiano · ego · pobreza · realidade · sociedade

Vitrines de desejos

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Paul Klee

Meu sonho é ter dinheiro para comprar essa bolsa, mas a vida está tão difícil! – uma moça argumentou com a amiga, paradas em frente a uma vitrine de bolsas e roupas caras. Logo ali perto, um mendigo sentado no chão, próximo a uma lanchonete, encarava a vitrine de salgados sendo reposta pelo funcionário. No papelão ao seus pés, a súplica escrita – me ajudem, estou com fome, a vida está tão difícil. Desviando do mendigo, passou o jovem com os olhos vidrados no celular. Observava o aplicativo de celular como uma vitrine de meninas próximas dele, mas nenhum “match” alcançado. Talvez ele também pensasse que “a vida está tão difícil”.
Cada pessoa tem a sua vitrine dos desejos. Vitrines que doem no ego e outras que doem no estômago mesmo. Dores específicas de cada um com sua vida tão difícil.

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