amor · autoconhecimento · felicidade · liberdade

Entre magia e mentiras

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Meghan Howland

Acordei tão cedo essa manhã, recordando o dia em que vi a mágica ocorrer no teu olhar. Eu disse que não acreditava nos dias em que não podemos voar. Voar livremente. Não acredito, ainda, meu amor. Somos todos criaturas capazes de voar. Mas todas essas mentiras, que nos apreendem no chão, são tudo o que nos ensinam desde pequenos. Só para continuarmos pequenos demais. Tu sabes quais são essas mentiras que não podemos pronunciar. Não podemos questionar. Não somos feitos para pensar. Pensar… Voar! Naquele dia, meu amor, eu falei verdades para ti. Doeu em mim também. Mas te fiz o convite para voar comigo. Livres. E nesse instante, vi a mágica ocorrer no teu olhar. Voamos juntos, tão alto! Fomos tão longe… Mas tu não conseguistes me acompanhar no voo. As mentiras que te contaram voltaram a pesar nos teus pés. Como âncoras, te puxaram e tu voltastes ao chão. À mesmice. Ontem voltei a encarar o fundo do teu olhar e o que vi foi um profundo vazio. Dói em mim, meu amor, reconhecer que tu preferes não voar. E, por mais que te ame, prefiro a mágica da liberdade ao vazio dos pés no chão. Opto por seguir essa magia – que todos temos! – e deixo para trás as mentiras que nos aprisionam. Por isso, sigo meu voo sozinho.

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