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Vertigem do ser

meditation
Meditation –  Patrick Whelan

Aventurou-se em se conhecer por inteiro. Passou os dedos pela pele do seu próprio braço e terminou se abraçando. Depois de tanto tempo se dedicando para sua auto compreensão, descobriu-se como um precipício. Entendeu porque causava vertigem aquela aventura de se entender de verdade. Aquele frio na barriga, aquela sensação de uma pena deslizar nas palmas dos pés descalços e aquele arrepio na espinha dorsal: eram todos sinais daquela insana tentativa de contato com o seu mais íntimo ser. E quão íntimo ela conseguiu atingir! Sorria, boquiaberta. Estar de olhos fechados para o mundo agora era estar de olhos bem abertos para o universo que era o seu eu. Mas isso tudo não era egoísmo, não. Na verdade, somente após se compreender universo, é que ela compreendeu que, em essência, todos eram universos. Não dava para menosprezar, discriminar, ignorar pessoas que são tanto! São todos precipícios, que poucos se aventuram a mergulhar. Mesmo aquelas pessoas, que parecem ser superficiais, não se resumem a uma planície existencial. Cada um carrega dentro de si universos inteiros. E essa verdade tinha acabado de descobrir em mais uma meditação, essa vertiginosa aventura em que se envolveu.

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