autoconhecimento · defeitos · família · força

Um ser forte

sage
Small Portrait – Kay Sage

“Não sou forte o bastante para mudar”. Confessou. As lágrimas já serviram de demaquilante há meia hora de choro antes da confissão. O rosto despido, mostrava aquilo que ela lutava tanto para esconder: fraqueza. De onde vinha, da forma como foi criada e dentre as pessoas que vivia, ser fraco era vergonhoso. Seja homem ou mulher, tinha que ser forte para tudo. Mas a vida acabava de lhe colocar num fogo cruzado. Diante daquelas pessoas, que chamava de família, depois de muito lutar, teve que baixar as armas e deixou exposta sua ferida que há tanto sangrava. Era fraca. Não conseguia mudar. Não tinha essa força toda que parecia ter. Porém, depois de confessar sua fraqueza, de pensar que ali havia perdido a batalha, sentiu na ombro a mão pesada do comandante. A voz do seu pai nunca pareceu tão certa: “acabo de presenciar uma demonstração de força que nunca havia visto antes. Levanta-te, filha, continua tua batalha no conforto daquilo que és, contra os desafios que surgirem para tentar te impedir de continuar a ser”. E ali aceitaram quem ela era. Ali ela aprendeu sobre o que faz uma pessoa guerreira. Afinal quem é forte o suficiente para reconhecer e demonstrar suas fraquezas?

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