sociedade

Na batida eletrônica

kiko
Dança – Kiko Medeiros

Envolvidos naquela batida sinestésica, todos os indivíduos dançavam sem padrão. Seguiam seus instintos, conforme sentiam a música eletrônica pulsar. Naquela aparente loucura, se encontravam, se permitiam. Ou se distanciavam de quem eram fora dali. Ou se entregavam ao sonho de não ser nada além de indivíduos. Naquela confusão de luzes e cores, de ritmos e batidas, os corpos eram o que queriam ser. Mais do que seres vazios que perambulam na rotina cheia. Menos do que as grandes expectativas que tantos os cobriam. Naquelas poucas horas de festa, amontoavam-se e formavam uma unidade de seres entregues àquele instante presente. À dança desconexa. Ao beijo desconhecido. À bebida finita. Ao presente sem identidade. Apenas presente. Até o amanhecer trazer suas identidades, rotinas, obrigações e sonhos não realizados.

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