amor · paixão · romance · sedução

Fingida

fingida
Bedroom Eyes – Joseph Lorusso

E se todo interesse que ela tivesse em um homem não passasse de sexo, seria muito ruim? Para uma sociedade limitada, sim, seria. Como mulher, Gabriela devia conhecer e desejar o amor. Deveria sonhar em viver uma vida amorosa com alguém. O sexo deveria ser apenas algo acessório a esse amor, objeto principal. Mas Gabriela não era assim. Não estava nem aí para amor. Tampouco desejava viver um. Não o queria. Queria viver apenas experiências sexuais. E isso bastava para sua felicidade. Porém, era mulher. Talvez se homem fosse, teria legitimidade para viver assim sem ser julgada pela sociedade. Talvez. Mas com medo dos julgamentos – sim, ela era esse tipo de pessoa, infelizmente – ela então fingia amor. E isso criava uma situação no mínimo diferente: enquanto na visão generalizada da maioria, as mulheres fingem orgasmo, Gabriela fingia amor. O orgasmo era o auge da sua verdade. E deixava para ser fingida nos outros atos amorosos de casal frente àquela sociedade limitada

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