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Chave das recordações

chave
An Invitation to the Intimate – Paul Bond

Um dia, organizando a imensidão de coisas que havia na sua casa, acabou encontrando uma velha chave. A porta que essa chave abria pertencia a um lugar distante, onde ela teve a sorte de um dia viver. Deixou esse lugar para trás, afinal não pertencia a ele. Levou a chave sem querer. Mas nesse dia, anos depois, após encontrar essa chave, a porta que abriu foi a da nostalgia. Uma porta que não costumava abrir. Mas que, naquela tarde de domingo, resolveu deixar escancarada para que todas as lembranças pudessem fazê-la companhia. Agradeceu por poder ter recordações como aquelas. E compreendeu, por fim, que as pessoas podem não pertencer a lugares ou a outras pessoas, mas uma coisa pertence a elas: suas próprias histórias. E que sorte a dela sentir-se tão bem acompanhada com a sua história! Sentir-se plena consigo mesma! E foi essa plenitude que viveu naquela tarde de domingo.

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