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Pelos caminhos da vida

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Sem título – Marina Andrade Alves

Quem a visse percorrer aquele caminho reto, não imaginaria os percalços que ela já havia passado. Sua vida era tão cheia de altos e baixos que se sentia sempre lançada do alto de uma montanha conquistada à depressão de quem perde tudo. Percorreu muitas curvas sinuosas, mantendo a velocidade precisa para não sair da estrada da vida e ir parar no acostamento dos que ficam no meio do caminho – mortos, estagnados ou vencidos pelas dificuldades. Lutava para manter o foco naquela caminhada, mas já teve que suportar dar muitos passos em frente com a visão embaçada pelas lágrimas. Chorou muito, mas também sorriu. As alegrias que surgiam no tortuoso caminho da sua vida era o combustível que a fazia acreditar que valia a pena continuar a caminhar. E foi crendo nisso que ali estava ela percorrendo seu primeiro caminho reto, sem nenhuma dificuldade. É que aquele era o caminho dos que já não estavam mais vivos, mas que em vida passaram por muitos percalços sem fraquejar. Era ali a sua alma dessa vez seguindo por um caminho limpo, iluminado, reto e tranquilo. Rumo à tranquilidade que, em vida, nunca havia experimentado. Mas que agora iria desfrutar.

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