cotidiano

Cidade prostituta

Alta – Mário Fresco
Aquela cidade era como uma prostituta velha. Cujas rugas são o que há de mais atraente nela. Cujos lábios eram pintados da cor da moda, para se manter atualizada.  E seus clientes mais comuns eram jovens a procura da experiência exata. Uma velha prostituta, eternizada pelos gozos mais sinceros. Que trabalha manhã, tarde e noite. Pois combustível para o prazer nunca lhe faltou. Aquela cidade, mais conhecida pela sua universidade, recebia de braços (e pernas!) abertos uma leva de universitários. Todos com sede de conhecimento e de prazer. Recebia e se despedia deles, quase todos os dias! E era prostituída, abusada, acariciada, elogiada, xingada, engrandecida… Desde memoráveis séculos passados. Sempre grata por cada um que por sua cama passasse.
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