cotidiano · infância · morte · sonho · velhice · vida

A alma da rotina

 

Laurette’s head with a cup of coffee – Henri Matisse
Acordar para trabalhar – trabalhar para comer – comer para dormir. Dormir para sonhar com aquela infância que viveu tão leve como um pássaro no azul do céu. Acordar para trabalhar – trabalhar para comer – comer para dormir. Dormir para sonhar com aquela criança que queria passar a madrugada acordada para observar as estrelas. Acordar para trabalhar – trabalhar para comer – comer para dormir. Dormir para sonhar com a liberdade das tardes ensolaradas acompanhadas de seus livros de ficção-fantástica. Acordar para trabalhar – trabalhar para comer – comer para dormir. Dormir para esquecer que à medida que envelhecia, seus sonhos diminuíam, seu tempo endurecia, sua liberdade se esvaia, seu viver esmorecia. Acordar para trabalhar – trabalhar para… Morrer, um dia. E por fim àquela rotina.
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4 comentários em “A alma da rotina

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