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Desenterro

 

A carta – Eliseu Visconti
Debaixo de sua cama, ela guardava um túmulo. Dormia por cima da angústia daquele enterro, até que resolveu desenterrar aquele segredo. Numa manhã como outra qualquer, tirou debaixo da cama a velha caixa de sapato que servia para guardar as tantas cartas de amor, de amizade, de saudades, de ciúmes, de intrigas, de reconciliações… Todas de um tempo que as cartas significavam sua vida. Tirou e jogou no lixo. Enterrava as lembranças bem longe dali. O vazio que deixou debaixo da cama foi preenchido com o alívio de um passado já passado e a esperança de um futuro por vir.
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