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Copos-de-leite

Portrait of Natasha Zakólkowa Gelman – Diego Rivera
Por ter a tez tão alva, por possuir fios dourados a escorrer pelo seu rosto e por estar esculpida sempre dentro de roupas brancas, aquela mulher era cercada de admiradores que a comparavam com a flor Copo-de-leite. Estes não se cansavam de enviar ramalhetes e mais ramalhetes de copos-de-leite. Alguns até ousavam alguns versos brancos.
No entanto, nenhum deles alcançava a conquista daquela dama. A razão para tanto era que aquela branca mulher não tolerava a falta de ousadia daqueles cavalheiros. A paixão viria quando surgisse diante dela um homem que declamasse longas poesias rítmicas – pobres ou ricas, porém com rimas bem explícitas – além de colorir o branco da sua vida com rosas e flores de cores sortidas. Enquanto não aparecia um homem corajoso e criativo o suficiente, ela se deliciava em ver tantos homens chorando seus ‘copos-de-leite derramados’.
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