amor

Platônico

Patience is a virtue? – Karen Cooper

Quando a dor de cabeça insistia em lutar contra ela, o seu amor platônico era o sussurro simples que a curava. Quando o cansaço de um dia desgastante surgia, ela relembrava a face nobre do seu amor platônico e logo se sentia fortalecida. Quando o calor da cidade a trazia problemas no dia-a-dia, ela recorria à frieza do seu amor platônico para se sentir melhor. Quando suas dificuldades pareciam insuperáveis, ela pensava que nada era mais platônico e impossível do que aquele imenso amor. De fato, aquele homem a quem ela tanto desejava nunca saberia o quão importante ele era na vida daquela mulher. Ser platônico, na verdade, tornava esse amor singularmente essencial para ela, como um remédio para todos os males, como um colo de um guerreiro que tudo combatia para protegê-la. Ela simplesmente amava-o ainda mais, por platônico ele ser.

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