amor

Vão amante

 

Cigar Bar – Brent Lynch
 
Ele adorava a falácia que via nos olhos das mulheres. Vãs mulheres. Mergulhava em cada pequeno romance como se fosse pedir a mão – e todo o corpo – da mulher em casamento no dia seguinte. Mas, rindo consigo mesmo, esquecia o que se passara no dia anterior, sempre que os seus olhos acordavam na nova manhã. Ele nascera para aquela vida suburbana. Sorrateira vida de quem esconde mágoas em copos de rum e em amassos descomprometidos. Sim, aquele homem escondia a sete chaves a mágoa de ter sido traído pela primeira mulher que amara. E, como se servisse de analgésico para sua própria decepção, passou a decepcionar cada uma das mulheres que com ele se envolvia. Passou a ver apenas falsidade nos gestos de carinho. Passou a enojar qualquer sentimento declarado. Então, desacreditado, nunca mais amaria. Apenas continuaria a pagar mais um copo de rum e a usufruir daquelas vãs mulheres.
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Um comentário em “Vão amante

  1. Acredito que possam existir homens que vêem a traição como consequência: de sua própria incompetência ou personalidade sórdida da sua companheira, com isto não deviam desonrar outras mulheres por meio de sua vingança, restando apenas aprender um exemplo a não ser seguido.

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