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Prazer exigido

Groupe de quatre nus – Tamara de Lempicka
Uma perna por cima da outra. A mão de uma encontrava seu seio esquerdo. Ao sentir o toque de outro na sua anca, fazia uma cara de prazer. A boca tinha que estar constantemente entreaberta, ou variar com uma mordida no lábio inferior. Suas mãos também não podiam ficar paradas – apalpar o máximo de pele e músculos alheios era suas funções. E lambidas, e abraços, e suspiros, e gritinhos… Tudo era mosaicamente planejado para o melhor enquadramento fotográfico.
Sim, a profissão exigia muito de todos. E todos só se exigiam a tanto por conta do bom salário. Prazer mesmo só sentia quem comprasse aquelas revistas com aquelas fotos pornográficas estampadas. Ser artificial e profissional não rendia nenhum prazer.
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